O que é URL? Entenda o que significa o endereço de sites da Internet
O que significa URL? Guia traz significado e mais pontos importantes sobre o endereço de sites da Internet; saiba como a URL pode afetar negócios de marketing digital
Por Daniel Dutra, para o TechTudo
URL significa "Uniform Resource Locator" (Localizador Uniforme de Recursos, em tradução livre). É um termo utilizado para descrever o endereço de um recurso na Internet. Uma URL é uma sequência de caracteres que especifica a localização de um recurso na web, como uma página, uma imagem, um arquivo de áudio, um vídeo, etc. Apesar disso, a URL é muito mais do que uma forma de acessar páginas da Internet.
Embora pareçam ser apenas uma ferramenta básica, os endereços de páginas guardam informações importantes, sendo cada vez mais usados na personalização de conteúdos em redes sociais, e até mesmo para dar golpes na web. Empresas cujas páginas são específicas para celulares, por sua vez, podem contar com uma URL especial. Além disso, há um número cada vez maior de ferramentas e serviços que permitem adaptar endereços utilizados com frequência, por meio de um encurtador de URL. Confira, a seguir, o que é URL e outros pontos importantes de sites mobile e portais da Internet.
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O que é URL? Veja o guia completo!
O TechTudo reuniu abaixo cinco informações importantes para você entender tudo sobre URL. A seguir, confira os tópicos que serão abordados neste guia.
- O que é URL do site?
- Como a URL funciona?
- Encurtador de URL
- Site mobile e URL
- Golpes na Internet que utilizam URL
- Planos do Google para mudar URL
1. O que é URL do site?
Uma URL é, basicamente, o endereço virtual de uma página ou website. A sigla tem origem na língua inglesa e significa "Uniform Resource Locator" (Localizador Uniforme de Recursos, em tradução livre). Por meio da URL, uma página que seria acessível apenas por uma sequência de números, pode ser convertida pelo sistema DNS.
Desse modo, a página pode ser acessada por meio de um endereço de mais fácil memorização. Logo, todos os elementos que compõem uma URL seguem um padrão uniforme, por meio do qual é possível identificar suas diferentes partes, como o protocolo, o domínio e os subdiretórios.
2. Como a URL funciona?
Cada uma das partes que compõem uma URL apresentam funções e significados específicos. Geralmente, um endereço é composto pela sequência formada por protocolo, domínio e extensão, à qual pode ser adicionada a referência a um subdiretório.
No caso de uma URL como "https://www.meusite.com.br/meublog":
- O item "https" é o protocolo;
- A sequência "meusite.com.br" se refere ao domínio;
- A parte final "/meublog", uma vez justaposta ao domínio, indica o subdiretório.
Os protocolos podem variar, geralmente, entre FTP, usado para transmissão de arquivos, e HTTP. Há também a versão mais segura do protocolo HTTP, que se chama HTTPS. Trata-se de um modo no qual as páginas são criptografadas, o que lhes confere maior segurança.
É por meio dessa sinalização evidenciada nos protocolos de uma URL que o Google, pelo navegador Chrome, estabeleceu seu critério de divisão entre páginas seguras e páginas não seguras, já tendo inclusive classificado todas as páginas com o protocolo "HTTP" como perigosas. Páginas com protocolo HTTPS, por sua vez, geralmente são apresentadas junto a um símbolo de cadeado, que certifica que o site é seguro.
3. Encurtador de URL
Embora cada elemento de uma URL tenha um significado e uma função, elas podem funcionar mesmo quando sua visualização é alterada. Devido a isso, há uma série de recursos que permitem que usuários alterem as URLs que utilizam com mais frequência, de modo a torná-las mais práticas e fáceis de memorizar.
Visando a tornar mais prático o compartilhamento de URLs em posts em redes sociais, o Google, por exemplo, criou a ferramenta Goo.gl URL Shortner, ou simplesmente Goo.gl. Por meio dessa ferramenta, é possível encurtar uma URL, de modo que elas utilizem menos caracteres em posts com limite de tamanho, como os exigidos pelo Twitter. Outra opção conhecida é o Bit.ly.
Outro recurso oferecido pelo Google é a extensão ".new". Trata-se de uma série de atalhos oferecidos por meio da barra de busca do Chrome, por meio dos quais é possível abrir rapidamente recursos de empresas externas, como Medium, eBay e Spotify.
Além disso, é possível personalizar links em algumas redes sociais, como é o caso do Facebook. Desse modo, um usuário pode alterar a URL criada automaticamente pela plataforma e gerar endereços de fácil memorização para os conteúdos com os quais interage. Na rede de Mark Zuckerberg , um usuário também pode mudar a URL de uma página ou mesmo alterar a URL de um grupo.
4. Site mobile e URL
Outro aspecto importante da URL é a indicação que elas trazem sobre o suporte ideal para visualizar a página desejada no computador ou no celular. É por isso que existem endereços com a extensão ".mobi" e outras com o subdomínio "m.".
URLs com esses elementos se referem aos chamados "sites mobile", concebidos especificamente para a visualização no celular. Há vários métodos e ferramentas para criar um site mobile, sobretudo tendo em vista que cada vez mais o acesso a websites se dá por meio de smartphones.
O design de um site mobile é um ponto crucial, pois impede que este seja visualizado com erros e proporções erradas no celular do usuário. Logo, poder acessar diretamente um site mobile por meio de uma URL específica é uma ferramenta útil para usuários.
Há um debate sobre as diferentes formas de URL móvel e qual deve ser utilizada. As extensões ".mobi" podem causar um bom impacto em buscas feitas pelo celular. Já o subdomínio "m." permite uma justaposição junto a extensões que variam de acordo com os diferentes países nos quais um mesmo website possui diferentes URLs.
Ter uma URL específica para sites mobile, portanto, pode ser uma estratégia decisiva para empresas e startups que visam a atingir principalmente usuários que devem acessar suas páginas por meio do celular. Nesse caso, é importante que os administradores do website busquem o serviço de registro de URLs que ofereçam a variação "m." em um domínio, ou a extensão ".mobi".
Nesse caso, por exemplo, as URLs "m.amazon.com" e "m.amazon.com.br" permitem acessar versões mobile de websites diferentes, enquanto "www.amazon.mobi" não permitiria distinguir websites em diferentes países.
A preocupação com URLs se torna menos importante, no entanto, quando se trata de um site concebido com o "design responsivo". Um website responsivo identifica o tipo de suporte utilizado pelo usuário que o acessa. Trata-se, portanto, de uma página que sabe identificar se o seu usuário está usando um PC, um celular ou um tablet. Assim, ele rapidamente se adapta à plataforma utilizada.
Um exemplo de ferramenta que auxilia o design responsivo é o Accelerated Mobiles Pages (AMP). Trata-se de uma plataforma de código aberto em HTML que prioriza a experiência do usuário, por meio da criação de um padrão de webpages que possa ser aberto rapidamente em smartphones. Ela pode ser usada tanto para criar novas páginas como para realizar uma adaptação de páginas criadas em outras plataformas, como, por exemplo, o WordPress.
5. Golpes na Internet que utilizam URL
Um aspecto crucial das URLs é que, por intermédio delas, é possível aplicar golpes na Internet. Ataques como o phishing, golpe responsável por 90% dos roubos que ocorrem na web e que sequestra informações dos usuários, podem ser aplicados com URLs trocadas, ou até mesmo por meio do engano de usuários que cometem erros de digitação ao buscarem um determinado endereço virtual.
Há vários métodos para aplicar golpes se valendo de URLs. Alguns cibercriminosos utilizam letras trocadas, às vezes com caracteres de fontes diferentes, de modo a confundir usuários sem que eles percebam que estão utilizando um website falso.
Uma modalidade de ataque virtual por meio da URL é o ataque homográfico, que ocorre por meio do registro de domínios falsos. O cadastro pode ser feito com detalhes simples, que resultam em uma URL o mais próxima possível a outras de uso recorrente. Nesse caso, basta que um cibercriminoso registre, por exemplo, um domínio como "youttube.com" — com dois "t" — em vez de "youtube.com", para, assim, atrair usuários desatentos.
Um caso famoso de ataque homográfico se deu por meio do site de e-commerce do Mercado Livre, em função do qual cibercriminosos criaram a URL "rnercadolibre.com", com um "r" e um "n" justapostos. Há, no entanto, casos mais complexos de ataques homográficos, nos quais são utilizados caracteres cirílicos em vez caracteres em ASCII, o que cria diferenças quase imperceptíveis para usuários.
Em 2017, o Google corrigiu o problema do Chrome com codificações compatíveis com os caracteres ASCII, que permitia processar em idioma local domínios registrados com alfabetos diferentes. Isso resultava em maiores chances de ataques homográficos. O navegador, nesse caso, acabou antecipando o concorrente Firefox no combate aos ataques por meio de URLs.
Outra técnica muito utilizada por cibercriminosos é o "typosquatting", que consiste em aproveitar erros de digitação comuns na Internet e criar websites falsos que possam prontamente roubar dados e informações de usuários.
Imagine, por exemplo, uma tendência na qual muitas pessoas digitassem as URLs "www.tectudo.com.br" ou "www.tehctudo.com.br", em vez de "www.techtudo.com.br". Ao perceberem a recorrência do endereço, cibercriminosos poderiam montar uma página acessível por meio dessa URL e, assim, estimular cliques perigosos de usuários desatentos.
6. Planos do Google para mudar URL
Preocupado com a segurança na Internet, em 2018, o Google manifestou interesse em acabar com o sistema de URLs como ele é conhecido hoje em dia. A proliferação de sites falsos e golpes de phishing constam nas justificativas alegadas pela empresa para acabar com o uso dos endereços e substitui-los por um outro método de acesso a websites.
O Google acredita que a maior complexidade das URLs, a própria possibilidade de encurtá-las e customizá-las, bem como o uso de dados de direcionamento por sites de e-commerce, são todos fatores que tornaram os endereços virtuais mais perigosos desde a década de 1990.
No entanto, há ainda muita resistência a transformações. O simples fato de não ser mais explícito que os websites em HTTPS são seguros, a fim de ressaltar que os sites em HTTP seriam perigosos, foi uma decisão do Google que gerou muita polêmica. Logo, é provável que as URLs continuem a acompanhar usuários na Internet por algum tempo.
Com informações de Google, Distilled, Malwarebytes e 9to5Google
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