A primeira reportagem foi em Goiânia e mostrou duas histórias no Instituto do Coração (Incor): a de uma menina de um ano e a de um senhor que sofria, há 30 anos, com as consequências da Doença de Chagas. Com a constatação da morte cerebral de um jovem de 22 anos, vítima de acidente de moto em São Paulo, era a vez de Licínio receber seu coração. Júlia, portadora de uma cardiomiopatia dilatada, ainda teria de esperar a doação de uma criança, como ela. Por causa de um vírus, o coração da menina estava seis vezes maior do que o normal, funcionando com apenas 30% da capacidade. O diretor-geral do Incor, Fábio Jatene, explica: “A maioria dos doadores são jovens ou adultos jovens. Crianças se constituíram em uma população mais difícil para proporcionar órgãos de doação”. A reportagem registrou o transporte do coração e o sucesso do transplante em Licínio.
Primeira reportagem de Marcos Losekann para a série 'Transplante de órgãos', sobre a menina Júlia e o senhor Licínio, que aguardavam por um transplante de coração, Jornal Nacional, 08/12/2014.
Solidariedade
O 'JN' também mostrou na série de reportagens como o Ministério da Saúde coordena a fila de candidatos a transplante. É uma forma de evitar que pessoas mais influentes passem na frente das outras. No caso dos pacientes renais que necessitam de hemodiálise, eles dependem de uma máquina para viver.
Marcos Losekann e Jonathan Santos mostraram como a solidariedade e um ato de amor são capazes de salvar vidas, como a de José, que encontrou o seu doador por acaso. Era o eletricista Flávio que havia perdido a mãe na fila do transplante de rim. Na época, menor de idade, ele fez uma promessa: “Eu ajoelhei e falei para ela: ‘mãe, qualquer um que tiver – filho, neto, quem for, amigo, que for compatível, o primeiro que chegar e Deus tocar no coração’. E foi o que aconteceu”, conta Flavio Diniz. Durante a instalação do ventilador na casa de José, Flávio percebeu as cicatrizes da hemodiálise nos braços do cliente e lembrou da mãe. Na mesma hora se ofereceu para a doação. Os dois fizeram exames e deu compatibilidade total. “Para quem acha que essa foi a maior coincidência dessa história, é porque ainda não viu o nome da rua onde José e Flávio se conheceram, no bairro da Penha, em São Paulo: Rua José Flávio”, contou Marcos Losekann na reportagem.
Reportagem de Marcos Losekann para a série 'Transplante de Órgãos' sobre como o Ministério da Saúde coordena a fila de candidatos ao transplante e um caso de solidariedade que salvou um paciente, Jornal Nacional, 09/12/2014.
Terceira reportagem de Marcos Losekann para a série 'Transplante de Órgãos'. Jornal Nacional, 10/12/2014.