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Sport e Prefeitura rebatem argumento
da Engevix sobre entrave para a arena

Empresa alega falta de documento para concretizar assinatura do contrato da obra;
presidente do clube endossa versão de secretaria e reafirma busca por outro parceiro

Por Recife

Cresce o impasse entre o Sport e a Engevix, empresa que tinha a preferência para tocar a obra da transformação da Ilha do Retiro numa arena multiuso, orçada em R$ 750 milhões. Após a negociação ser dada por encerrada pelo presidente do clube, João Humberto Martorelli, que diz ter esperado uma resposta até 31 de outubro, a empresa decidiu se posicionar. Nesta segunda-feira, através da assessoria de imprensa, o grupo alegou o seguinte empecilho: a falta do contrato de Cessão de Direito Real de Uso da Superfície.

No entanto, ao ser procurada para atestar a falta da documentação, a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife disse, através da assessoria de imprensa, que, por se tratar de um terreno particular, a liberação é tratada entre as partes envolvidas no projeto. O que não inviabilizaria a continuidade do projeto.  

Arena do Sport (Foto: Divulgação)Segundo presidente do Sport, orçamento da obra, de R$ 750 milhões, é o real motivo do impasse (Foto: Divulgação)

Ao tomar conhecimento da explicação dada pela Engevix, o presidente do Sport voltou a afirmar que a empresa pediu para rever os valores do contrato e que o clube não obteve resposta da empresa sobre a viabilidade do projeto.

- Tive uma conversa com o senhor Gerson Almada (vice-presidente executivo da Engevix). Na ocasião, ele me falou das questões financeiras do contrato, por acreditar que, na visão da empresa, os valores deveriam ser revistos e até pela viabilidade do projeto, por conta do cenário econômico. Então, perguntei até quando ele precisaria para me dar uma resposta e ele pediu para responder até 30 de outubro. Como isso não aconteceu, nós decidimos buscar outros parceiros.

Ainda de acordo com o mandatário rubro-negro, a questão foi entregue aos advogados do clube, que tentarão da rescisão do contrato de intenções firmado entre Sport e Engevix.

- A partir de agora, essa questão está com os nossos advogados. Não existe rusga alguma com a empresa. Até entendo que, por conta cenário atual, eles queiram avaliar a viabilidade, mas que sejam claros sobre os motivos que levaram ao não acordo. A questão do termo de Cessão do Terreno não estava estipulado em nosso contrato de intenções e, mesmo que tivesse, não inviabilizaria.

Ainda de acordo com o dirigente, o clube iniciou conversas com outros parceiros para dar continuidade ao projeto. No entanto, Martorelli preferiu não dar prazo para a apresentação da nova parceria.

- Ainda não existe contrato assinado, mas temos negociações com outras empresas. Tenho certeza de que conseguiremos dar continuidade ao projeto.

A nota da Engivix:

“Sobre as informações de que o Sport aguarda pela apresentação de garantias financeiras do projeto, esclarecemos que continuamos aguardando a conclusão dos procedimentos para a regularização completa e definitiva do terreno, cujas providencias encontram-se em pleno andamento sob a responsabilidade do Sport. Somente com esta documentação regularizada poderá ser firmado o contrato de Cessão de Direito Real de Uso da Superfície, previsto no Protocolo, que efetivamente garantirá as condições necessárias para o início da confirmação da viabilidade econômica financeira, para depois termos o efetivo início do projeto”.