Equipe de ginástica artística chega ao Brasil e é recepcionada com aplausos no aeroporto
Quatro das cinco ginastas da seleção brasileira que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris retornaram ao Brasil nesta quinta-feira.
Sem Rebeca Andrade, que ficou na capital francesa, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Flávia Saraiva e Júlia Soares - além da técnica Iryna Ilyashenko - desembarcam por volta das 19h (de Brasília) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde foram recebidas com aplausos e muita tietagem dos fãs.
- Foi um voo com muitos brasileiros. Eles anunciaram a nossa presença. É bom ver o carinho, ser recebida com carinho e se sentir em casa. É o momento de aproveitar e curtir isso com o Brasil, aproveitar isso em casa. É o momento de potencializar essa energia para alcançar o maior número de crianças. Quero que as escolinhas da modalidade fiquem lotadas, com os ginásios lotados. É o que eu realmente sempre quis. Então, apesar do desgaste da rotina, estou muito realizada - Jade.
Depois de atender o público com fotos e autógrafos, o quarteto seguiu para São Paulo em um veículo do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e vai dormir na capital paulista para um evento na "Fan Fest" oficial do Time Brasil, no Parque Vila Lobos, a partir das 16h de sexta.
- A gente leva o povo brasileiro com amor no coração. Tóquio foi muito triste. Não podia torcida, a gente entende o momento, mas sem falta do carinho. Dá um impulso para continuar até o fim - disse Flávia Saraiva.
Questionadas se Rebeca ficou em Paris para ser porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, elas despistaram:
- Se a gente soubesse, a gente não ia contar.
A ginástica artística brasileira terminou as Olimpíadas de Paris com quatro medalhas conquistadas: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze.
A equipe feminina formada por Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Flávia Saraiva e Júlia Soares deu uma medalha inédita ao Brasil nessa prova da modalidade.
- A medalha acaba realmente coroando um trabalho de longo prazo, de muitas gerações, e muito bem feito. É mais que uma medalha. É um resultado para consolidar a modalidade, tornar mais popular - comentou Jade, a mais experiente do time, com 33 anos.
Depois, Rebeca ainda levou prata no individual geral e no salto, atrás da superestrela Simone Biles, e ouro no solo, superando a norte-americana.
Com as quatro conquistas, juntando o ouro e a prata de Tóquio 2020, Rebeca se tornou, com seis medalhas, a maior medalhista olímpica da história do Brasil, superando os cinco pódios dos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt.
De Daiane a Rebeca: A trajetória das ginastas brasileiras
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