cerveja e é um dos pioneiros do mercado em
Manaus.
George Costa, 30 anos, criou um negócio em Manaus a partir de um “problema”. Depois de pesquisar, fazer cursos e estudar muito sobre cerveja, ele queria experimentar novos rótulos, novos sabores. Sem opção na cidade, inaugurou seu próprio bar, o Barão Empório & Cervejas, lugar que abriu caminho para a expansão do universo cervejeiro no Amazonas, região até então com poucas opções nesse mercado.
O interesse pelo assunto começou três anos atrás. Durante seis meses, George estudou pela internet. Depois de conhecer melhor os processos de fabricação, estilos e história da bebida, decidiu produzir cerveja em casa. “Passei a querer experimentar outras cervejas e não tínhamos aqui em Manaus bares para isso. Fiz algumas viagens e vi o primeiro nesse estilo em Brasília”, lembra.
A ideia de abrir um bar surgiu daí. Já com o espaço previamente negociado no Parque das Laranjeiras (nova região gastronômica de Manaus), George viajou a São Paulo, onde fez um curso introdutório de cerveja – espécie de versão curta do curso de sommelier –, e dois cursos de gestão de negócios na área de gastronomia. O objetivo sempre foi voltar a Manaus e formar o empreendimento lá. Em abril de 2014, o Barão abriu suas portas.
gastronômica de Manaus.
Descoberta dos cervejeiros locais
Com a inauguração, veio a surpresa: Manaus já tinha, na verdade, um público cervejeiro, que comprava pela internet ou em viagens fora do Estado. “No primeiro dia, vieram muitas pessoas que estavam na expectativa de um negócio assim em Manaus”, explica George.
Desde então, pelo menos mais três bares especializados inauguraram na cidade, o que possibilitou o desenvolvimento de um mercado cervejeiro na região, com maior demanda por cursos sobre o assunto, venda de equipamentos para produção da bebida e instalação de outros negócios.
George avalia essa expansão do polo cervejeiro como um processo lento, mas em desenvolvimento em relação a períodos anteriores. A região que até pouco tempo tinha pouco a oferecer aos apreciadores da bebida, agora começa a se posicionar com espaços dedicados especialmente para isso.
borda de sal e um pouco de limão.
Negócio de barões
O nome “Barão” não é por acaso. Na hora de decidir como o espaço seria batizado, George buscou inspiração na história do Amazonas. “Existiu um tempo dos barões da borracha em Manaus, na época uma das cidades mais desenvolvidas do país. E aí, filosofando um pouco, a gente pensou: Manaus pode se tornar um polo cervejeiro. Se existiram os barões da borracha, porque não poderiam existir os barões da cerveja?”.