Por Memória Globo

Acervo/Globo
Na estreia do programa, Matraca (Edmundo Albrecht) e Prego (Guilherme Vieira) se apressam para colocar a programação da 'TV Globinho' no ar e Jujuba (Vivian Weyll) e Escova (Charles Emanuel) apresentam o Telejornal Globinho.

Na estreia do programa, Matraca (Edmundo Albrecht) e Prego (Guilherme Vieira) se apressam para colocar a programação da 'TV Globinho' no ar e Jujuba (Vivian Weyll) e Escova (Charles Emanuel) apresentam o Telejornal Globinho.

'Bambuluá' tinha uma estação de televisão, a TV Globinho. Além de desempenhar a função de heroína da cidade dos sonhos, Angélica era a âncora da emissora, e fazia as chamadas dos desenhos, dos quadros e das outras atrações nacionais exibidas na programação da TV. A TV Globinho contava com uma equipe de repórteres mirins, formada por Matraca (Edmundo Albrecht), Jujuba (Vivian Weyll), Prego (Guilherme Vieira), Xereta (Élida Muniz), Pipoca (Tainá Silva), Escova (Charles Emanuel), Careca (Felipe Persano) e Minhoca (Flavia Aloy).

Um dos quadros da 'TV Globinho' era 'Turma da Mônica', numa parceria desenvolvida pela TV Globo com o cartunista Mauricio de Sousa, criador dos personagens. As histórias da boneca Garrafinha e a comédia de situação Irmãos em Ação, protagonizada por Kaito Ribeiro e Cecília Dassi, escrita por Toni Brandão e dirigida por Márcio Trigo, também eram atrações exibidas na TV Globinho.

Outra série de destaque que integrava a programação era Iscavoka Iskavoka, com esquetes independentes estrelados por bonecos de manipulação e pela atriz Renata Mor, intérprete da Comandante Terezinha. Os personagens eram astronautas que estavam sempre em órbita, por terem sido esquecidos no espaço pelo mentor do projeto Iscavoka Iscavoka. Entre eles estavam Turbina, o capitão da nave; Zé Maria, o piloto; o cientista Caldeira; o fungo Mufa; e o professor F. S. Bonder. O programa tinha redação final de Chico Soares e direção de Márcio Trigo.

Bambuluá: Jornal Globinho (2000)

Bambuluá: Jornal Globinho (2000)

JORNAL GLOBINHO

Na estreia do programa, Matraca (Edmundo Albrecht) e Prego (Guilherme Vieira) se apressam para colocar a programação da TV Globinho no ar e Jujuba (Vivian Weyll) e Escova (Charles Emanuel) apresentam o 'Telejornal Globinho'.

OS BASTIDORES DA TV GLOBINHO

Nos bastidores da TV Globinho, Prego (Guilherme Vieira) prega uma peça em Matraca (Edmundo Albrecht) e Jujuba (Vivian Weyll) acha graça.

Nos bastidores da TV Globinho, Prego (Guilherme Vieira) prega uma peça em Matraca (Edmundo Albrecht) e Jujuba (Vivian Weyll) acha graça.

A TURMA DA MÔNICA

'A Turma da Mônica' ia ao ar diariamente na 'TV Globinho' em duas modalidades: desenhos animados estrelados pelos personagens, exibidos em episódios de dois minutos; e histórias protagonizadas pelo elefante Jotalhão – um boneco live action (vestido pelo manipulador Zé Clayton), que aparecia sempre praticando e aprendendo diferentes modalidades esportivas, o que conferia ao quadro o nome de Jotalhão Campeão – e outras vividas pela turma do Penadinho, composta por puppets manipulados em cenários e maquetes miniaturizadas. A Turma do Penadinho era formada pelos personagens Penadinho, Alminha, Lobisomem, Zé Vampir, Zé Finado, Cranicola, Muminho, Dona Morte, Pixuquinha e Frank. O projeto 'Turma da Mônica na TV' foi desenvolvido através de um acordo com a Mauricio de Sousa Produções e mobilizava cerca de 60 pessoas. Os personagens foram feitos pelo grupo de manipuladores da TV Globo, com a supervisão e o acompanhamento de Mauricio de Sousa.

IRMÃOS EM AÇÃO

Quadro 'Irmãos em Ação', com as aventuras de Pisco (Kaito Ribeiro) e Gute (Cecília Dassi).

Quadro 'Irmãos em Ação', com as aventuras de Pisco (Kaito Ribeiro) e Gute (Cecília Dassi).

O quadro, que tinha autoria de Toni Brandão e a direção de Márcio Trigo, contava as aventuras de Pisco (Kaito Ribeiro) e Gute (Cecília Dassi), um casal de irmãos de 10 anos, de classe média, que vivia situações comuns ao dia a dia da maioria das crianças de sua idade. Os episódios tinham o formato de histórias em quadrinhos. Gute era bem-informada e seus diálogos tinham conteúdo. Pisco era talentoso e criativo, mas muito teimoso. Os dois eram afetivos, contraditórios, competitivos, críticos, afeitos à tecnologia, independentes e rivais entre si, mas se uniam quando surgia um antagonista. Temas como ciúme, amor, autoconfiança, ética, ecologia e cultura brasileira, além de assuntos mais corriqueiros – como a dificuldade de obter um acordo na hora de dividir brinquedos, equipamentos e a atenção dos pais – eram discutidos nas aventuras da dupla, sempre de maneira bem humorada e despretensiosa.

Algumas aventuras envolviam uma terceira pessoa, que podia entrar em cena via internet, para entregar algo a domicílio ou, mesmo, pelo telefone. O texto, o enquadramento, o cenário, as vinhetas e as animações remetiam a um misto de linguagem de cartoon, videogame e show de rock. 

BIRUTA E BICÃO

Em 2001, o programa passou a contar com o quadro musical 'Biruta e Bicão', que fazia paródias de filmes, novelas, comerciais e situações do cotidiano. Biruta e Bicão, amigos de longa data, conheceram-se num show de calouros e receberam um “troféu abacaxi” por suas performances artísticas. Biruta – cujo nome verdadeiro era Hipólito – era um coelho agitado e inconsequente que morava numa toca, localizada embaixo de um teatro. Para impedir que o teatro fosse fechado pelo mal-humorado proprietário, All Capuccino, Biruta fazia um show todos os dias. O pato Bicão, que morava junto com Biruta, também lutava para que o teatro não fosse transformado em açougue. Bicão fazia shows com Biruta, mas sempre sobravam para ele os piores papéis – seu verdadeiro nome era Vandercleitom.Biruta e Bicão ganharam a companhia da formiga Tanachata, que apareceu no teatro após ser despedida de seu último emprego, e foi contratada como faxineira pela dupla, com a qual passou a trabalhar nos shows.

ISCAVOKA ISCAVOKA

O Capitão Turbina apresenta a nave espacial Iscavoka Iskavoka e sua tripulação.

O Capitão Turbina apresenta a nave espacial Iscavoka Iskavoka e sua tripulação.

Com redação final de Chico Soares e direção de Márcio Trigo, o quadro representava um programa de humor infantil, com esquetes independentes estrelados por cinco bonecos de manipulação e pela atriz Renata Mor, intérprete da Comandante Terezinha.

A ideia de fazer o humorístico partiu de um projeto apresentado pelo grupo gaúcho Criadores e Criaturas, ex-Cem Modos, os mesmos criadores da 'TV Colosso' (1993). A criação dos eventos e a ideia original eram de Totoni KB, Luíz Ferré e Betinho. Os personagens eram astronautas fisicamente muito velhos, mas que se sentiam e se comportavam como garotos. Sempre em órbita, haviam sido esquecidos no espaço pelo mentor do projeto Iscavoka Iscavoka. Os esquetes de humor eram diários, com duração de três a quatro minutos, e usavam recursos simples, como efeitos de fog, gelo seco, cortes e passagens de tempo.

Os bonecos Zé Maria e Turbina em 'Bambuluá', 2000 — Foto: Acervo/Globo

O quadro tinha os seguintes personagens: Turbina, o capitão da nave, que era mal-humorado e indeciso, amante de desenho animado e gibis (principalmente os do Astronauta Enlatado, seu super-herói favorito). Turbina era apaixonado por Terezinha. Zé Maria, o piloto da nave, um ex-motorista de táxi ignorante e grosseirão, conduzia a Iscavoka como se ainda trabalhasse na praça. Zé Maria adorava bichos de estimação, por isso adotou Mufa, um mofo. Caldeira, o cientista da nave, era inteligente e espirituoso, e o grande piadista da turma. Havia também o Mufa, um mofo que surgiu no sanduíche esquecido por Caldeira num armário do laboratório. Professor F. S. Bonder, espécie de mito, era o mentor do projeto Iscavoka Iscavoka, construtor da nave e guru dos astronautas. Foi ele quem mandou Turbina, Caldeira e Zé Maria para o espaço, havia mais de 40 anos, e os esqueceu por lá. 

Caldeira Azul em 'Bambuluá', 2000 — Foto: Acervo/Globo

GARRAFINHA

Quadro com os personagens da menina Garrafinha e seus amigos, o pinguim Fraldo e o cachorro Musicão.

Quadro com os personagens da menina Garrafinha e seus amigos, o pinguim Fraldo e o cachorro Musicão.

As histórias da Garrafinha estrearam em outubro de 1998, e o quadro já contava com mais de 200 episódios exibidos dentro da programação de 'Angel Mix' (1996). A série de bonecos de manipulação era de autoria de Mariana Caltabiano e dirigida por Marcelo Zambelli.

Garrafinha em 'Bambuluá', 2000 — Foto: Acervo/Globo

Garrafinha tinha como personagens a menina Garrafinha e seus amigos, o pinguim Fraldo e o cachorro Musicão. Em 'Bambuluá', voltou ao ar com uma nova safra de aventuras, enfatizando ecologia e educação. Além do português da padaria, o Seu Pois Pois, e do amiguinho da banca de jornais, o Quadrinhos, uma nova personagem se juntou à turma: Mafralda, a prima chata do Fraldo.

Os bonecos Garrafinha, Musicão e Fraldo em Bambuluá, 2000 — Foto: Acervo/Globo

Os episódios diários, de cinco minutos de duração, traziam Garrafinha ainda mais romântica, vivendo os conflitos típicos da pré-adolescência. Aos cenários que já existiam – a casa e a rua de Garrafinha, além da casa de Fraldo –, a série apresentava novos ambientes, como uma praia ou o deserto.

Os bonecos foram confeccionados por Marcos Toledo e Jésus Seda e eram manipulados por Daniela D’Andrea e Jacira Santos (Garrafinha), Renato Spinelli (Fraldo e Mafralda), Cacá Senna (Musicão e Seu Pois Pois), Andrea Bernardino (Quadrinhos) e Sidney Beckenkamp, que também davam voz aos personagens. 

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

Zilka Salaberry e Angélica em 'Bambuluá', 2000 — Foto: Acervo/Globo

Em outubro de 2001, estreou em 'Bambuluá' com Angélica a nova versão do 'Sítio do Picapau Amarelo', com histórias adaptadas do original de Monteiro Lobato. Cada episódio exibia histórias completas, com 15 minutos de duração, sob a direção de Roberto Talma. Com a entrada do Sítio, passaram a ser exibidos 20 minutos a menos de desenhos estrangeiros. 

AS AVENTURAS DE ZECA E JUCA

As Aventuras de Zeca e Juca contava as histórias de Zeca, de 12 anos, e de Juca, de 10 anos, dentro de um submarino. Zeca era o ajudante de terra do Capitão, um grande navegador que passava o tempo pesquisando e catalogando as espécies submarinas. Zeca morava no cais de Bambuluá e preparava as viagens do Capitão, comprando mantimentos e fazendo a manutenção de equipamentos. Com seu companheiro Juca, enfrentava várias aventuras em suas viagens, que envolviam desde problemas técnicos com o submarino até os mais inacreditáveis perigos do fundo do mar. O quadro era apresentado diariamente, com duração de cinco minutos. 

Mais do memoriaglobo
Canções que marcaram gerações

Programa especial de fim de ano de Roberto Carlos.

Os 50 anos do Roberto Carlos Especial  - Foto: (Acervo/Globo)
Projeto Resgate

Malhação reestreou em maio de 2001 com uma trama mais dramática que o habitual e investindo mais nas campanhas de responsabilidade social.

'Malhação Múltipla Escolha 2001' estreia no Globoplay  - Foto: (Memoria Globo)
Projeto Resgate do Globoplay

Adaptação de obra homônima de Antonio Callado, 'A Madona de Cedro' relata o drama de um homem religioso que contraria seus valores morais em nome do amor.

O roubo de uma obra de arte movimenta 'A Madona de Cedro' - Foto: (Jorge Baumann/Globo)
Dia de alegria!

A atriz Adriana Esteves nasceu no Rio de Janeiro. Estreou na Globo em um quadro do 'Domingão do Faustão', em 1989. No mesmo ano estreou em sua primeira novela, 'Top Model'.

Parabéns, Adriana Esteves! - Foto: (Ique Esteves/Globo)
O telejornal que acorda com o país

Com uma linguagem leve e informal, o telejornal informa as primeiras notícias do Brasil e do mundo para um público que acorda ainda de madrugada.

'Hora 1' completa 10 anos apostando no dinamismo e credibilidade  - Foto: (Arte/Memória Globo)
Fundador da TV Globo

O jornalista e empresário Roberto Marinho nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1904. Foi diretor-redator-chefe do jornal O Globo, aos 26 anos. Criou a TV Globo em 1965 e, em 1991, a Globosat, produtora de conteúdo para canais de TV por assinatura. Morreu em 2003, aos 98 anos.

Roberto Marinho nasceu há 120 anos: relembre a vida do jornalista e empresário - Foto: (Acervo Roberto Marinho)
"Quem cultiva a semente do amor..."

A novela exalta o poder feminino por meio da trajetória de Maria da Paz e traz uma história contemporânea de amor, coragem e esperança.

Relembre Maria da Paz, 'A Dona do Pedaço' - Foto: (João Miguel Júnior/Globo)